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Projetos de tecnologia: Aprenda com Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira como definir prioridades

Os projetos de tecnologia exigem escolhas constantes entre urgência, valor e capacidade real de execução, conforme ressalta Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, executivo e diretor de tecnologia. Nesse quesito, definir prioridades não significa apenas decidir o que entra primeiro no cronograma, mas separar o que gera avanço estratégico do que apenas ocupa o time.

Inclusive, em muitos casos, o problema não está na falta de ideias, e sim no excesso de demandas sem critério claro. Por isso, a definição de prioridades precisa considerar backlog, impacto no negócio, esforço técnico, riscos e dependências. Pensando nisso, a seguir, veremos como transformar decisões dispersas em uma lógica mais objetiva de execução.

Por que a priorização define o sucesso dos projetos de tecnologia?

A priorização é um filtro de maturidade, afirma Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira; sem ela, os projetos podem se tornar um cemitério de funcionalidades, ajustes, integrações e pedidos internos que não se relacionam diretamente com os objetivos da empresa. Portanto, toda solicitação deve se basear em uma questão simples: que problema importante será solucionado com essa entrega?

Esse raciocínio evita que o time confunda movimento com progresso. Até porque uma equipe pode trabalhar muito e, ainda assim, entregar pouco valor se estiver concentrada em tarefas de baixa relevância. Consequentemente, priorizar é proteger tempo, orçamento e foco operacional. 

Além disso, boas prioridades reduzem conflitos entre áreas. De acordo com o executivo e diretor de tecnologia, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, quando os critérios são transparentes, as decisões deixam de depender apenas de pressão interna ou preferência pessoal. Com isso, a tecnologia passa a atuar como vetor de resultado, não apenas como suporte operacional.

Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira
Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira

Como organizar o backlog sem perder a visão estratégica?

O backlog deve ser mais do que uma lista de tarefas pendentes. Em projetos de tecnologia, ele precisa funcionar como um mapa vivo das necessidades do produto, da operação e do negócio. Para isso, cada item deve ter descrição clara, objetivo definido, impacto esperado e nível de urgência.

Tal como destaca Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, um backlog bem organizado facilita a tomada de decisão porque permite comparar demandas com base em critérios visíveis. Desse modo, a equipe evita tratar todas as solicitações como igualmente importantes, algo que costuma gerar sobrecarga e perda de direção. Isto posto, uma organização eficiente pode considerar os seguintes elementos:

  • Valor estratégico: indica o quanto a demanda contribui para metas centrais do negócio.
  • Impacto no usuário: mede se a entrega melhora experiência, acesso, segurança ou desempenho.
  • Esforço técnico: avalia complexidade, tempo de desenvolvimento e necessidade de recursos.
  • Risco de adiamento: identifica consequências de manter a demanda fora do ciclo atual.
  • Dependências: mostra se a tarefa bloqueia outras entregas ou depende de decisões externas.

Ao final, o backlog deixa de ser um depósito de pedidos e passa a orientar escolhas. Essa mudança melhora o planejamento e torna a execução mais coerente com os resultados esperados.

Quais critérios ajudam na tomada de decisão?

A tomada de decisão exige equilíbrio entre análise técnica e leitura estratégica, em vista de que nem sempre a demanda mais urgente é a mais importante. Da mesma forma, nem toda entrega simples merece prioridade apenas porque pode ser concluída rapidamente. Assim, a decisão deve combinar três dimensões principais: relevância para o negócio, viabilidade de execução e impacto sobre pessoas ou processos. Quando esses pontos caminham juntos, a prioridade tende a ser mais sólida.

Segundo o executivo e diretor de tecnologia, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, também é importante evitar decisões baseadas apenas em volume de solicitações. Uma área pode pedir muitas alterações, mas isso não significa que todas gerem valor proporcional. Por outro lado, uma única melhoria estrutural pode reduzir custos, eliminar retrabalho e melhorar a performance de vários processos ao mesmo tempo.

A prioridade como uma prática contínua de gestão

Em conclusão, definir prioridades não é uma ação isolada no início do projeto. Trata-se de uma prática contínua, já que contextos mudam, novas informações surgem e algumas demandas perdem relevância ao longo do caminho. Por isso, revisões periódicas do backlog são essenciais.

Essa rotina permite ajustar a rota sem comprometer a coerência do projeto. Também ajuda a identificar itens obsoletos, demandas duplicadas e tarefas que já não sustentam os objetivos definidos. Dessa maneira, os projetos de tecnologia avançam melhor quando decisões são guiadas por critérios claros, e não por improviso. Afinal, a prioridade certa conecta estratégia, execução e valor real, criando um ciclo mais inteligente de desenvolvimento e entrega.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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