Conforme o engenheiro Valderci Malagosini Machado, as patologias em alvenaria de blocos de concreto estão entre os problemas mais recorrentes na construção civil e, na maioria dos casos, não surgem por acaso. Elas costumam ser consequência direta de falhas de projeto, execução inadequada, materiais fora de especificação ou ausência de controle ao longo da obra. Quando não tratadas corretamente, essas manifestações comprometem desempenho, durabilidade e segurança das edificações.
Entender as principais patologias e, principalmente, saber como evitá-las é essencial para quem atua com projetos, execução ou produção de blocos. A prevenção começa no planejamento e se consolida com boas práticas construtivas, capacitação da mão de obra e controle rigoroso dos processos. Neste guia, abordaremos as falhas mais recorrentes, suas causas e as estratégias técnicas que permitem aumentar a durabilidade, o desempenho e a segurança das edificações.
O que são patologias em alvenaria de blocos de concreto?
Patologias são manifestações indesejáveis que indicam perda de desempenho da alvenaria ao longo do tempo. Elas podem surgir logo após a execução ou se desenvolver gradualmente, à medida que a edificação é exposta a esforços, variações climáticas e uso cotidiano.
Na alvenaria de blocos de concreto, essas patologias costumam se manifestar por fissuras, trincas, infiltrações, destacamentos e deformações, como evidencia o engenheiro Valderci Malagosini Machado. Embora muitas vezes sejam tratadas apenas como problemas estéticos, na prática podem indicar falhas estruturais ou riscos futuros mais graves.
Fissuras e trincas: Quando o problema começa a aparecer?
Fissuras e trincas estão entre as patologias mais comuns em alvenaria de blocos de concreto. Elas podem surgir por retração da argamassa, movimentações térmicas, recalques diferenciais ou sobrecargas não previstas.
Nem toda fissura representa risco estrutural, mas todas merecem atenção. A ausência de juntas de movimentação, o uso de blocos fora de especificação e o desrespeito aos tempos de cura contribuem diretamente para esse tipo de manifestação. A correta leitura do tipo e da origem da fissura é fundamental para definir a solução adequada.
Infiltrações e umidade comprometem a durabilidade?
Segundo o engenheiro Valderci Malagosini Machado, a presença de umidade na alvenaria é um dos principais fatores de degradação ao longo do tempo. Infiltrações surgem, em geral, por falhas de impermeabilização, execução inadequada de juntas ou uso incorreto de argamassas.
Além de manchas e eflorescências, a umidade constante pode reduzir a resistência dos materiais, favorecer o surgimento de mofo e comprometer revestimentos. Em regiões expostas à chuva e variações climáticas, a atenção aos detalhes construtivos se torna ainda mais essencial.

Como evitar patologias ainda na fase de projeto?
A prevenção começa no projeto, assim como frisa o engenheiro Valderci Malagosini Machado. Definir corretamente o tipo de bloco, a resistência necessária, a modulação da alvenaria e a posição de juntas de movimentação reduz significativamente o risco de patologias futuras.
Além disso, a compatibilização entre projetos arquitetônico, estrutural e de instalações evita interferências que geram tensões indesejadas. Quando a alvenaria é pensada como parte do sistema construtivo e não como elemento isolado, o desempenho global da edificação melhora consideravelmente.
Execução correta é o principal fator de prevenção?
A execução é, sem dúvida, um dos pontos mais críticos. Assentamento adequado dos blocos, controle do traço da argamassa, respeito aos prazos de cura e verificação constante de alinhamento são práticas básicas que fazem grande diferença no resultado final.
Mão de obra capacitada e acompanhamento técnico contínuo reduzem erros repetitivos e improvisos no canteiro. Pequenos desvios acumulados ao longo da execução costumam ser a origem de patologias que só se manifestam meses ou anos depois.
Qualidade dos materiais influencia diretamente o desempenho?
Na análise do engenheiro Valderci Malagosini Machado, o uso de blocos de concreto dentro das especificações técnicas é essencial para o bom desempenho da alvenaria. Blocos com variação dimensional excessiva, baixa resistência ou cura inadequada dificultam a execução e aumentam o risco de fissuração.
Da mesma forma, argamassas e insumos precisam ser compatíveis com o sistema construtivo adotado. Economias feitas nessa etapa geralmente resultam em custos maiores com manutenção e correções no futuro.
Prevenir patologias é investir em qualidade e segurança
Em conclusão, as patologias em alvenaria de blocos de concreto não devem ser tratadas como inevitáveis. Na maioria dos casos, elas podem ser evitadas com planejamento, execução qualificada e controle técnico adequado.
Ao investir em boas práticas desde o projeto até a manutenção, constrói-se com mais segurança, durabilidade e eficiência. Prevenir patologias é, acima de tudo, uma decisão de gestão responsável, que protege o patrimônio, reduz custos futuros e eleva o padrão de qualidade das edificações.
Autor: Barack Silas Shimit


